Na última sexta-feira, o Brasil marcou o Dia Nacional de Combate ao Assédio Moral no Trabalho — uma data que reforça a urgência de enfrentarmos uma das formas mais silenciosas e destrutivas de violência psicológica nas relações laborais.
O assédio moral se manifesta por meio de condutas repetitivas, humilhantes e constrangedoras, que colocam o trabalhador sob constante tensão e fragilidade emocional. Seus efeitos são profundos e duradouros: ansiedade, depressão, isolamento, queda de produtividade, adoecimento e afastamentos recorrentes. Trata-se de uma prática muitas vezes difícil de identificar, especialmente quando disfarçada de “rigor excessivo” ou “gestão por pressão”.
Como advogado trabalhista, observo diariamente o impacto dessa prática nas relações de trabalho — tanto sob a ótica de quem sofre, quanto das empresas que precisam amadurecer seus processos internos, capacitar lideranças e desenvolver ambientes verdadeiramente saudáveis.
Combater o assédio moral exige um compromisso contínuo: políticas claras, canais seguros de escuta, capacitação das lideranças e, acima de tudo, responsabilidade institucional com a saúde mental no trabalho. E não se trata apenas de evitar passivos trabalhistas — trata-se de proteger pessoas e construir organizações que respeitam e valorizam quem nelas trabalha.